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Um pouco sobre a Jill Ireland, a linda esposa do Charles Bronson



A atriz Jill Ireland hoje é mais lembrada por ter atuado em diversos filmes ao lado do marido Charles Bronson. Ela dizia que fazia estes filmes "porque nenhuma outra atriz aceitaria esses papéis". Os fãs de Jornada nas Estrelas também lembram dela como Leila Kalomi, a única mulher capaz de fazer o Sr. Spock amar.



Jill Dorothy Ireland nasceu em Londres, Inglaterra, em 24 de abril de 1936. Ela começou a sua carreira como dançarina, e fez sua estreia no cinema em 1955, atuando em Oh... Rosalinda! (1955). Ela fez pequenos papéis no cinema inglês nos anos seguintes.

Jiil Ireland, em 1955


Em 1957 ela teve um papel maior em Na Rota do Inferno (Hell Drivers, 1957). Foi também durante as filmagens de Na Rota do Inferno que ela conheceu o ator David McCallum, com quem se casou ainda em 1957.

Sean Connery e Jill Ireland em Na Rota do Inferno


Com seu primeiro marido também fez Terras Bravias (Roberry Under Arms, 1957) e A Lei dos Corruptos (Jungle Street, 1960), e em 1961 fez seu primeiro papel de protagonista em Tão Jovem e Tão Má (So Evil, So Young, 1961).


David McCallum e Jill Ireland em A Lei dos Corruptos

Jill Ireland em Tão Jovem e Tão Má

Em 1963, quando McCallum filmava Fugindo do Inferno (The Great Escapade, 1963), ela conheceu o colega de elenco dele, Charles Bronson, com quem se casaria anos mais tarde.

Em 1964 McCallum e Jill Ireland se mudaram para Hollywood, pois o ator havia sido contratado para estrelar a série O Agente da UNCLE (The Man From U.N.C.L.E., 1964, 1968). A atriz também participou de alguns episódios da série, fazendo personagens diferentes.


David McCallum, Jill Ireland e Robert Vaugh em O Agente da UNCLE

Na televisão, Jill estrelou a série Shane, que era inspirada no filme Os Brutos Também Amam (Shane, 1953), mas o programa teve curta duração. Ela também apareceu como atriz convida em outras séries, e ficou marcada por fazer o Sr. Spock se apaixonar em Jornada nas Estrelas (Star Trek).

Jill Ireland e David Carradine em Shane


Jill Ireland e Leonard Nimoy em Jornada nas Estrelas


Com David McCallum Jill Ireland teve três filhos, mas o casal se separou em 1967. No ano seguinte, ela reencontrou Charles Broson, durante as filmagens de Villa, o Caudilho (Villa Rides, 1968), onde ela fazia um pequeno papel.

Robert Mitchum e Jill Ireland em Villa, o Caudilho


Em 05 de outubro de 1968 Jill Ireland e Charles Bronson se casaram. A partir de então, sua carreira tomou novos rumos.

Seu filme seguinte foi também em um pequeno papel em Twinky (1970), estrelado por Bronson, que competia com Clint Eastwood na época como o novo astro dos filmes de ação produzidos na Europa. Twinky fez um enorme sucesso na Europa, e alavancou a carreira de Bronson como protagonista.

Casamento de Charles Bronson e Jill Ireland


No mesmo ano o casal contracenou na produção fanco-italiana O Passageiro da Chuva (Le Passager de la Pluie, 1970), dirigida pelo veterano René Clement. O filme também fez muito sucesso, e ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.

Jill Ireland em O Passageiro da Chuva


O casal então faria uma série de filmes que repetiam a mesma premissa, com Bronsonno papel de durão, e Jill como a bela mulher indefesa protegida por ele.

Juntos eles fizeram Cidade Violenta (Città Violenta, 1970), Visitantes da Noite (De La Part des Copains, 1970), Alguém Atrás da Porta (Quelqu'un Derrière la Porte, 1971) e O Segredo da Cosa Nostra (The Valachi Papers, 1972), todas produções europeias.

Charles Bronson e Jill Ireland em Visitantes da Noite


O sucesso de Bronson na Europa fez com que ele finalmente fosse visto como um astro por Hollywood, algo que ele almejava desde o começo da década de 1950.

Em 1972, na MGM, o casal fez Assassino a Preço Fixo (The Mechanic, 1972). E depois na Itália, fizeram o western Valdez, o Mestiço (Valdez il Mezzosangue, 1973).

Jill Ireland em Assassino a Preço Fixo


Charles Bronson e Jill Ireland em Valdez, o Mestiço


De volta a Hollywood, eles protagonizaram Fuga Audaciosa (Breakout, 1975), outro grande sucesso da carreira do casal. Depois vieram Lutador de Rua (Hard Times, 1975), O Trem da Morte (Breakheart Pass, 1975), O Grande Assalto (From Noon Till Three, 1976), Amor e Balas (Love and Bullets, 1979), e finalmente Desejo de Matar 2 (Death Wish II, 1982), um dos maiores sucessos de bilheteria da carreira de Jill Ireland.

Jill Ireland e Charles Bronson em Fuga Audaciosa


Jill Ireland e Charles Bronson em Desejo de Matar II


A partir de 1970 Jill Ireland só fez três trabalhos sem o marido. Ela atuou em um episódio da série Galeria do Terror (1972), o telefilme The Girl, the Gold Watch & Ecerything (1980) e o filme Caught (1987).


Seu último filme foi Assassinato nos Estados Unidos (Assassination, 1987), também ao lado de Bronson. Nele Jill Ireland interpretava a primeira dama dos Estados Unidos, e Bronson seu guarda-costas.


Foi seu maior papel ao lado do Bronson, ela que até então era a mocinha protegida, agora era a co-protagonista da trama.


Jill Ireland e Charles Bronson em Assassinato nos Estados Unidos

Depois, sua saúde não a permitiu mais trabalhar. Jill Ireland havia sido diagnosticada com câncer de mama em 1984. Ela travou uma longa batalha conta a doença, e teve que ser submetida a uma mastectomia.


Jill também tornou-se uma grande porta voz das mulheres que sofriam de câncer de mama, doença pouco comentada na época, e escreve dois livros contando sobre a sua batalha, além de brigar por incentivos governamentais exigindo equipamentos adequados para os exames preventivos. Seus esforços fizeram ela ganhar uma medalha de Ronald Regan, então presidente dos Estados Unidos.

Charles Bronson, Nancy Reagan, Ronald Reagan e Jill Ireland

Em 1989, já bastante abatida, a atriz sofreu outro baque em sua vida, seu primeiro filho, Jason David McCallum (filho de David), morreu de overdose, com apenas 26 anos de idade.

Pouco tempo depois, já com metástase, Jill Ireland faleceu, em 18 de maio de 1990, com apenas 54 anos. O corpo da atriz foi cremado, e colocado dentro de uma bengala, que Bronson usava no final da vida.

Quando ele morreu, em 2003, seu corpo foi enterrado junto com a bengala que continha as cinzas de Jill Ireland.


Charles Bronson e Jill Ireland tiveram duas filhas, sendo uma delas adotiva.




Texto e imagem retirados do site Memórias Cinematográficas. Todos os créditos mantidos para o editor Diego Nunes

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